O aumento da popularidade do açaí em Belém trouxe à tona um problema urbano que precisa de atenção: o descarte dos caroços do fruto. Esses resíduos têm se acumulado em calçadas, ruas e margens de canais, criando uma situação complicada para a cidade. De acordo com a Associação da Cadeia Produtiva do Açaí de Belém, cerca de seis toneladas de caroços são descartadas diariamente na capital paraense, tornando essa uma questão premente para a comunidade local.
A gestão dos resíduos gerados pela produção de açaí é um dos principais desafios enfrentados por aqueles que atuam na cadeia produtiva. Jhoy Gerald, diretor da associação, destaca a incerteza sobre a coleta desses resíduos: “Os caroços se acumulam, e não sabemos quem é responsável pela coleta ou para onde eles vão depois”. Além disso, há o problema do uso inadequado dos contêineres destinados ao descarte, que, muitas vezes, são confundidos com lixeiras comuns, prejudicando a coleta adequada, já que alguns serviços não aceitam resíduos misturados com lixo doméstico.
Atualmente, não existe uma legislação específica em Belém que regulamente o descarte dos caroços de açaí. Para contornar essa situação, a Agência Reguladora Municipal de Belém (Arbel) está implementando uma nova resolução normativa que definirá diretrizes para armazenamento, coleta e destinação desses resíduos. Valéria Fidelis, diretora-executiva da Arbel, ressalta a importância de envolver a comunidade nesse processo: “Queremos que cidadãos e produtores participem, trazendo suas necessidades e sugestões para melhorar a rotina de descarte”.
Após uma consulta pública, o município planeja realizar uma audiência para revisar e ajustar a proposta final, com a expectativa de que a regulamentação entre em vigor até o final de março. Entre as novas diretrizes, está a exigência de que os estabelecimentos tenham um local adequado para o armazenamento do caroço de açaí, separado dos demais produtos, além de um contêiner roxo exclusivo para o resíduo, proibindo o descarte direto nas ruas.
Em pontos de venda que comercializam grande quantidade de açaí, como o do Enzo, onde são vendidas cerca de 60 latas por dia, as novas regras são vistas como uma oportunidade para melhorar a organização do trabalho e minimizar o impacto ambiental gerado pelo descarte inadequado dos caroços. A iniciativa promete trazer benefícios não apenas para os comerciantes, mas também para a cidade como um todo.
📰 Fonte: Descarte de caroços de açaí gera até 6 toneladas de resíduos por dia em Belém
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